Apartamento do futuro: Sinônimo de tecnologia e sustentabilidade.

Tudo muda. O setor imobiliário, também! Nossa sociedade girava em torno da família, mas temos percebido um crescimento considerável dos grupos sociais como idosos, solteiros, separados e casais sem filhos. Estes grupos não adotam o padrão familiar-reprodutivo, mas têm como características principais: – longevidade; – aprimoramento (carreira, educação); – relacionamentos informais (com grande parte, sem intenção de filhos).

 Em virtude disto, três fatores vão reger o apartamento do futuro.

– Tecnologia

A futura tecnologia da automação residencial irá funcionar como uma inteligência artificial, resolvendo problemas e tomando decisões para nosso conforto e bem-estar, voltado à sustentabilidade (economia + meio ambiente) e segurança. Eles funcionarão autonomamente para preservar a melhor ambiência térmica sem descurar do consumo (energia e água). Os apartamentos, e todo o condomínio, terão janelas e venezianas controladas automaticamente a depender da insolação e temperatura. A água terá consumo e distribuição monitorada e captada por diversas fontes (reuso, chuva, potável e não potável). Automação, conexão com a internet e sistemas modernos de energia e reuso de água serão itens indispensáveis. Economia e sustentabilidade serão itens obrigatórios. Sistemas de energia elétrica serão automatizados nos condomínios e aliados à energia solar. Toda a água passará por mecanismos de reuso. E até reciclagem caseira de lixo já é pensada para os empreendimentos.

Portas automáticas que destravam imediatamente ao reconhecerem a face do morador, cortinas e janelas que abrem e fecham de acordo com a temperatura, luminosidade e previsão do tempo. Som e iluminação on-line, controlados pelo celular. No apartamento do futuro, tudo isso estará junto, em plena sintonia.

– Versatilidade – planta flexível

As rígidas separações entre os ambientes praticamente deixarão de existir. As funções sociais e privadas serão permutáveis. Assim, o dormitório (área privada) surge quando a função social não for mais necessária, melhor atendendo as necessidades do “dia x noite”, “dia útil x final-de-semana”, “privativo x social”… Ou seja, as funções não ocuparão espaços fixos, e o espaço se adaptará de pronto à função desejada. Assim, as poucas paredes serão “removidas”, permitindo a mudança de planta e dando dinâmica à residência, seja para uma adaptação imediata, seja para uma “mini-reforma”. Sistemas elétricos e hidráulicos serão instalados e acoplados em módulos, permitindo fácil manutenção padronizada e sem incômodos. Com instalações e equipamentos modulares e pré-fabricados, haverá plantas permitindo várias configurações.

– Práticos e compactos

As pessoas preferem os grandes centros urbanos, onde o fator locacional é vital. O resultado é custo/m² cada vez mais elevado, obrigando ao aproveitamento máximo dos espaços. Sistemas de compartimentação inteligente, móveis dobráveis e embutidos, e equipamentos multiuso auxiliarão neste propósito. Em decorrência, o imóvel ganhará praticidade (os objetos estarão facilmente acessíveis no tempo e local adequado). Funções domésticas deixarão de ser corriqueiras (o fogão será um item de armário). Outras atividades serão realizadas externamente, ou compartilhadas em áreas comuns – lavanderia, work-offices. Afinal, os moradores passarão o dia em atividades externas, aprimorando-se para um mundo cada vez mais competitivo. Como está cada vez mais comum trabalhar em casa, a tendência também é de apartamentos menores e prédios coworking (espaços compartilhados para trabalho). Os espaços comuns devem oferecer cada vez mais conforto, incluindo, é claro, espaços para bicicletas e carregamento elétrico de veículos”.

Estas tendências, já são perceptíveis, já percebemos em nos novos empreendimentos, mas no futuro, dominantes. Isto para proporcionar a melhor integração residência x estilo de vida de seus moradores.